22 de maio de 2015

Dias não são dias... Dia Mundial da Biodiversidade


"Uma vida inteira pode ser gasta numa viagem de Magalhães em torno do tronco de uma árvore.” 

“A lifetime can be spent in a Magellanic voyage around the trunk of a single tree.” 

Edward O. Wilson


21 de março de 2015

"Trissomia 21: O amor e os erros dos cromossomas"

"Embora tenha sido descrito pela primeira vez no século XIX, na Grã-Bretanha, o síndrome de Down é uma doença tão antiga como o próprio Homem. Devido às nítidas semelhanças fisionómicas encontradas entre estas crianças e os indivíduos mongóis, John L. Down usou o termo "mongolismo" para descrever a sua aparência. Já na segunda metade deste século, em 1959, um investigador francês descobriu que esta doença é uma cromossomopatia e que resulta da presença de um cromossoma 21 supranumerário (em vez dos dois habituais, um proveniente do pai e outro da mãe, estas pessoas têm três). A partir daí, esta doença genética passou a designar-se correctamente por trissomia 21. Nos indivíduos com trissomia 21, há uma incidência muito elevada de anomalias associadas. É útil distinguir três dimensões: a orgânica, a de desenvolvimento e ainda o lado emotivo-comportamental. A nível orgânico, destaca-se o aspecto característico das pessoas com síndrome de Down: cabeça pequena, fendas palpebrais orientadas para fora e para cima (tal como os povos orientais), orelhas pequenas e de implantação baixa, pescoço curto, língua grande, baixa estatura e hipotonia (falta de força muscular). Muitas vezes têm uma malformação cardíaca congénita, perturbações do sistema digestivo e, na infância, têm mais propensão a desenvolver leucemia e a ter convulsões do que as crianças sem problemas significativos. Em segundo lugar, relativamente ao desenvolvimento, têm um défice cognitivo, perturbações de linguagem e algumas dificuldades na motricidade fina. Do ponto de vista emocional e comportamental, são crianças com uma enorme capacidade para a interacção social, são muito comunicativas e têm um traço de carácter comum que é a boa disposição.

18 de janeiro de 2015

Desabafo

"Mas qual é o vosso problema?!?!" - perguntam aqueles que não sabem a ponta de um corno sobre o que se passa e então mandam postas de pescada sobre os professores terem medo e acharem-se mais do que os outros funcionários públicos. Vou explicar muito sucintamente. O PROBLEMA é que além de avaliações anuais querem acrescentar esta avaliação, paga, que se divide em duas ou mais provas e que faz com que um professor que obtenha uma má classificação (e isto não tem absolutamente nada a ver com pedagogia) fique impedido de concorrer, já depois de ter realizado um curso, ter sido avaliado n vezes e ter, possivelmente dado aulas.

"Ah mas agora vão ver o que os alunos sofrem!" - Nada a ver. Alunos são alunos e professores são professores. Quando fazem este tipo de comentários presumo então que são irmãos dos seus filhos e não são pais. Tanto trauma com os professores que eu ainda estou para saber a razão. Os professores, na generalidade, não têm culpa de alguns (?) de vós terem tido más notas e chumbado, de não terem conseguido entrar para o curso que queriam ou porque achavam que não estavam a fazer nada em casa.

"Ganham mais de 2000 euros e têm 3 meses de férias." - Lá está, todo o mundo comenta e 95% não sabe o que diz. Podia continuar a contra-argumentar, mas se não pegam por isto, pegam por aquilo, por isso estudem a matéria e digam coisas de jeito, caso contrário a grande maioria está mais que chumbada.